O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi colocado em prisão domiciliar na sexta-feira (6), horas depois de ser destituído pelo Senado. A prisão foi determinada em meio à investigação sobre o banco Ueno, cujo colapso desencadeou uma crise política e financeira e deixou milhões de contas com acesso bloqueado.
Peña havia apresentado sua renúncia na quinta-feira (5), mas o processo de impeachment prosseguiu. Os 44 senadores presentes votaram pela destituição. As acusações incluíam conflitos de interesse, interferência na fiscalização bancária e desvio de recursos previdenciários, que ainda dependem de apuração na esfera criminal.
Segundo as autoridades paraguaias, o ex-presidente permanecerá em casa enquanto o Ministério Público define as acusações contra ele. Policiais montaram um cordão de segurança ao redor da residência, em Assunção, onde manifestantes se reuniram para protestar.
O então vice-presidente Pedro Alliana foi empossado pelo Congresso na mesma sexta-feira. A troca de comando ocorreu em meio à pressão de correntistas afetados pela crise do Ueno, instituição com a qual Peña manteve vínculos comerciais no passado.