Em sua edição on-line desta quinta-feira, o jornal Folha de São Paulo, informa que Rafael Fonteles (PT), é alvo de fogo amigo no partido e que sua eventual renúncia ao mandato de governador do Piauí faria dele um ministro 'indemissível'. Com isso, avalia o jornal, sobem de cotação os nomes do vice-presidente Geraldo Alckmin e do atual titular da pasta, Dário Durigan.
Diz a folha que o governador reeleito do Piauí vem caindo na bolsa de apostas para a equipe econômica “após ser submetido a um processo de fritura por aliados”.
Haveria relatos, conforme o jornal de que “o próprio presidente Lula (PT) tem feito ponderações contrárias à nomeação de Fonteles para a Fazenda após ter cogitado seu nome para a função.”
Entre os pontos que enfraqueceriam o governador reeleito está o fato de que, para assumir um cargo de ministro, ele teria de renunciar ao mandato.
Assim o jornal informa que entre colaboradores de Lula, a avaliação é que esse esforço faria de Fonteles um ministro "indemissível". Outro ponto ressaltado é que ele não foi "testado em Brasília".
Outro ponto que teria enfraquecido Fonteles seria a antecipação de ações. Diz a Folha que “chegou ao Palácio do Planalto a informação de que Fonteles estaria realizando audiências com agentes do mercado financeiro. Nas palavras de alguns auxiliares do presidente, ele teria se sentado na cadeira de ministro antes do tempo.”
Para o jornal, o governador do Piauí negou que tenha se reunido com empresários. Disse ainda que não discutiu com o presidente cargos ou política econômica.
O jornal paulistano diz também que “as objeções a Fonteles, incluindo o tamanho do estado que administra, abrem espaço para a busca de outros nomes, como o do vice-presidente e do senador Camilo Santana (PT-CE).
Camilo, por sua vez, tem sido cogitado para outras pastas, como Segurança Pública, Educação e Casa Civil. Caso o parlamentar não seja escalado para a Casa Civil, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) poderá assumir a tarefa. Haddad não figura entre os cotados para a Fazenda.