Raio-X geopolítico global: CNI mapeia riscos e oportunidades para a indústria

Lançamento do estudo inédito que analisa 17 temas de impacto na competitividade até 2027 acontece no Fórum da Diplomacia Industrial, nesta quarta (4); encontro reúne embaixadores e lideranças empresar

Para auxiliar o setor produtivo brasileiro a lidar com um cenário internacional marcado por mudanças geopolíticas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança nesta quarta-feira (4) o Radar Geopolítico da Indústria. A publicação inédita funciona como um guia estratégico na tomada de decisão empresarial até 2027, conectando análises da CNI a levantamentos globais de referência, como o Global Risks Report 2026 do Fórum Econômico Mundial, dados da CEPAL e pesquisas do McKinsey Global Institute. O objetivo é munir líderes empresariais com uma visão macro diante de um cenário dinâmico, auxiliando na priorização de ações, no monitoramento de riscos e na identificação de oportunidades estratégicas.

Foto: Reprodução | Divulgação

O lançamento do relatório acontece nesta tarde, no Fórum da Diplomacia Industrial, na sede da CNI, em Brasília. O encontro reúne cerca de 180 participantes, entre embaixadores de mercados estratégicos, lideranças empresariais, autoridades do governo federal e representantes da academia, para impulsionar negócios, atração de investimentos e cooperação internacional em ciência e tecnologia.

Relatório analisa 17 questões geopolíticas e sinaliza urgência de ações

O Radar Geopolítico aborda um conjunto de questões e variáveis que podem impactar as agendas econômico-comerciais, categorizados por sinalizadores de urgência para facilitar a priorização de ações e planos de contingência pelas empresas: o sinalizador vermelho alerta para ação imediata, em temas como as tarifas adicionais dos EUA e o mecanismo do CBAM; o sinalizador amarelo indica monitoramento ativo, para o acompanhamento de fatores estruturais como o avanço da IA e a taxa Selic projetada em patamar elevado; e o sinalizador verde, que aponta oportunidades e destaca janelas promissoras para atrair investimentos, como a entrada em vigor dos acordos do Mercosul com UE, EFTA e Singapura.

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, o mapeamento inédito feito pela indústria reforça a importância de que as variáveis geopolíticas estejam nas mesas de discussão do setor produtivo. "A geopolítica global vive um momento de profundas reconfigurações que passaram a orientar o ritmo do comércio internacional. O Radar Geopolítico da Indústria nasce para entregar aos empresários brasileiros inteligência antecipatória, permitindo transformar incertezas em estratégias concretas de negócios, diversificação de mercados e atração de investimentos para o Brasil", afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Indústria e diplomacia em conexão

A proposta do Fórum da Diplomacia Industrial é consolidar uma plataforma contínua de diálogo entre o setor privado e o corpo diplomático em Brasília, transformando essas relações em oportunidades concretas de negócios e parcerias tecnológicas

A programação do evento tem apresentações técnicas e painéis focados na inserção internacional, na segurança econômica e em parcerias estratégicas. Além do presidente da CNI e dos embaixadores de mercados estratégicos de oito países, a programação conta com o secretário de Promoção Comercial do Itamaraty, Alex Giacomelli, dos professores de Economia Política e Relações Internacionais da UnB Carlos Pio e Antonio Carlos Lessa, além de executivos da CNI. Relações Internacionais da UnB Carlos Pio e Antonio Carlos Lessa, além de executivos da CNI.

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